Oi, pessoal!
Aqui é a Nynna Days trazendo mais uma
entrevista. Dessa vez com a autora de Vicious, RavAlden.
A entrevista foi pedida pela
leitora Maria Rita e aqui está o que ela disse sobre a história:
a)
Por
que gostaria de ver uma entrevista desse autor?
Porque a estória é
muito boa, e também porque eu quero saber mais sobre a autora.
b)
Por
que recomenda a leitura dessa fanfiction?
Por que a estória é
ótima e nada clichê.
Capa
atual da fanfic
A fanfic está na categoria de Justin Bieber e tem classificação +18
Clique Aqui para
ler.
E agora, a entrevista:
1 – Olá, RavAlden. Como está? Pode
dizer o seu nome, idade, onde mora e com quantos anos começou a escrever?
R: Me chamo Amanda e tenho 18 anos. Vou pular a
especificidade e dizer apenas que moro no Paraná (tenho muitas leitoras me
ameaçando, então prefiro assim haha). Bom, acho que comecei com 14 anos, pouco
depois que descobri o Spirit Fanfics.
2 – Como foi o seu início no mundo das
fanfic? Como você conheceu e como conseguiu os números de comentários e
favoritos que possui hoje?
R: Eu descobri as fanfics por meio de uma amiga que já lia.
Comecei a ler uma e outra e então dei início à minha primeira história, sem
mais nem menos, sabe? Sem perspectiva e enredo. Foi horrível e vergonhoso, mas
até hoje tenho leitoras que me acompanham e isso me deixa extremamente feliz e
satisfeita. Tive muitas fanfics bem ruins, mas que foram me dando experiência,
então acho que consegui isso com o tempo e principalmente quando comecei a
amadurecer minha escrita e também os enredos das minhas histórias.
3 – De onde surgiu a ideia para
Vicious?
R: Há um tempo que eu queria tentar uma história
sem coisas tão mirabolantes, focar nas desventuras de um casal normal, e
desbravar um pouco os diversos modos de amar, os diversos tipos de amor. Eu
sempre tento desbravar alguns lados que normalmente você não encontra muito nas
fanfics, é bem raro. E bem, eu gosto de um bom drama, então é basicamente por
isso que os personagens estão sempre brigando. Sou vidrada em NY Ink, e foi
assistindo o reality que tive ideias para os personagens principais, mais para
o masculino, e foi assim também que tive o cenário, que é Nova York.
4 – Qual foi a maior dificuldade com o
enredo e o de fato estava decidido desde o início?
R: Eu tenho certa dificuldade com romances mais
normais. Já exclui algumas histórias assim por não ficarem boas. Acho que posso
dizer que tenho instintos assassinos em minhas histórias (e até agora foram
essas que deram certo), então, fazer algo sem toda essa maluquice natural que
sai de mim é bem difícil. E bem, tudo estava decidido. Começo, meio e fim da
história, a personalidade dos personagens, a essência do que seriam, e o fato
de que a história seria dividida em fases que se passariam em lugares
diferentes.
5 – No processo de planejar e escrever
a fic muita coisa mudou?
R: Algumas coisas. Poucas, na verdade. Até agora
eu consegui pôr em pratica a base de tudo o que eu pensei, no entanto as coisas
começaram a tomar um rumo diferente, os personagens que criei dentro de mim começaram
a tomar vida própria e eu não consigo mais controla-los, e isso está nos
levando para um final diferente daquele que estava planejado. Pode parecer
maluquice, eu sei, mas as coisas são incrivelmente intensas.
6 – Atualmente a Vicious está com 54
capítulos e 991 comentários. Você pretende fazer uma continuação ou algo
especial quando alcançar um determinado número de comentários/capítulos?
R: Se você tivesse me feito essa pergunta há
alguns meses eu diria que sim, tenho planos para uma continuação. Porém, alguns
fatores me fizeram acordar há tempo de ver que era uma péssima ideia. Acredito
que, entre outras coisas, eu estaria forçando muito a história. Então não, não
haverá continuação. Quanto a algo especial, pensei em um bônus contando as
histórias dos personagens principais antes de se conhecerem, mas não é certo, é
algo em que penso vagamente por enquanto.
7 – Em quem você se inspira para
escrever? Pode ser autora de fanfic ou de livros.
R: Não leio mais fanfics, então não me inspiro em
ninguém desse meio. Bom, eu interpreto essa pergunta de duas formas: no quesito
‘escrita’, não sei definir em quem me inspiro. Leio muita coisa de muitos
autores diferentes, com muitos métodos diferentes de escrever e,
automaticamente ocorre um acúmulo de tudo isso em mim. E em questão de me
inspirar em outras histórias, procuro não o fazer. Obviamente já aconteceu com
o autor Thomas Harris. O cara é sensacional e me inspirei em uma de suas obras
para uma cena de umas das minhas fanfics atuais.
8 – Qual foi a história em que você
mais teve dificuldade?
R: Eu poderia dizer que é Vicious, por sair um
pouco da minha zona de conforto, mas tenho enfrentado certos desafios com A
Fera, cujo enredo me faz pensar o tempo inteiro. Ela é extremamente desafiadora
para mim, e as vezes um pouco complexa.
9 – E qual é a história que você mais
gostou de escrever? Por que?
R:
Caramba,
essa é difícil. Cindehell certamente é meu xodó, mas acho que a que mais gostei
de escrever foi A Garota de Vermelho. Talvez por ter sido a primeira história
com um nível de dificuldade considerável ao qual tive de enfrentar até o fim,
que me fez pensar de verdade e ficar atenta para evitar ao máximo os erros e
furos no enredo, e também por ser meu pontapé inicial na linha do suspense.
10 – Qual é a maior diferença e a maior
semelhança entre a sua primeira história e a mais atual?
R:
As
diferenças são muitas. Minha primeira fanfic foi criminal e extremamente
imatura, onde eu não pensava direito e escrevia coisas toscas. Não só a
primeira, mas as primeiras. As mais atuais, no entanto... Bem, com certeza eu
penso muito mais em cada uma delas. Os personagens são muito mais desenvolvidos
e há tramas bem mais sólidas, pensadas com antecedência e não criadas na hora.
Já as semelhanças, acho que só consigo ver o uso excessivo de drama,
principalmente se eu for comparar minhas primeiras histórias com Vicious.
Quando se fala em Vicious parece que eu retrocedi um pouco.
11 – Qual é a sua maior qualidade como
autora? E o seu maior defeito?
R: Eu tenho uma imaginação muito fértil e sou boa
com palavras - de modo geral. Eu considero um defeito da minha parte deixar que
algumas frustrações banais interfiram nos meus projetos, e não é como se eu
pudesse usá-las em prol das histórias, mas é algo que me impede,
conscientemente, de prosseguir. Além disso, tenho tendências grosseiras com
algumas pessoas inoportunas que aparecem vez ou outra.
12 – Você já pensou em escrever alguma
história que não envolvesse o Justin Bieber? E por que você o escolheu para ser
o principal de suas histórias?
R: São meus planos futuros. Tenho duas fanfics em
andamento e uma continuação por vir, e estas provavelmente serão as últimas
fanfics que farei com ele. Já entrei no processo de “desintoxicação”
reescrevendo minhas histórias no Wattpad com personagens originais. Quando
comecei a escrever eu ainda era fã dele, depois que deixei de ser ainda
continuei porque já tinha fanfics em andamento, e depois vieram as
continuações... Mas Vicious eu ainda usei ele como personagem por conta das
leitoras, sei que a maioria das leitoras que me acompanham não leria uma fanfic
que não tivesse ele. Mais por isso mesmo. No entanto, agora a decisão é
acertada, com ou sem aprovações.
13 – Seus parentes sabem que você
escreve? Como lidam com isso?
R: Meus pais sabem meio por cima. Não sabem
exatamente o que escrevo, mas me incentivam mesmo assim.
14 – Já pensou em seguir a profissão
de escritora ou isso é apenas um hobbie?
R: Penso diariamente. Já tenho alguns planos e
histórias em mente. Quem sabe um dia ainda escreverei e publicarei um livro.
15 – Além de Vicious, qual foi a
história que mais foi bem aceita pelos seus leitores?
R: Cindehell e o Sapatinho Infernal.
16 – Como é a sua relação com seus
leitores?
R: Geralmente é boa. No caso, eu tenho mais
contato com aquelas que comentam, e elas são incríveis. A maioria é bem
engraçada e eu sempre me divirto, mesmo quando elas me xingam por eu estar
ferrando com os sentimentos delas. Adoro todas.
17 – Como são construídos os seus
personagens? A partir de alguém ou você os cria do zero?
R: Eu sempre tenho uma base para eles e, de uma
forma ou de outra, eles sempre são fragmentos dos meus sentimentos, de como
vejo determinadas coisas, ou da forma como lido com determinados assuntos.
18 – Tem ideia para alguma história
futura? Pode nos contar um pouco?
R: Tenho muitas histórias em aberto no Word apenas
esperando que eu tenha tempo para continuá-las. Ideias são o que não me faltam.
Provavelmente a próxima história que postarei será a continuação de Cindehell,
e acho que o que posso dizer é que ela estará em um ponto entre estar e sair da
minha zona de conforto.
19 – E, por último, como você lida com
críticas, sendo positivas ou negativas, e qual conselho você daria para as
novas autoras sobre isso?
R: Toda critica positiva é boa e eu fico muito
feliz quando as fazem de coração para minhas histórias. Se a crítica for
negativa, mas construtiva e pertinente eu com certeza vou fazer o possível para
acatar. E bem, não sei se estou na posição de aconselhar alguém, mas acho que
críticas são sempre um aprendizado a mais – pelo menos aquelas dadas por alguém
que realmente tem senso crítico e sabe do que está falando. Elas dão uma nova
oportunidade de tentar novamente e acertar. Devem ser bem-vindas as que
preenchem as lacunas da suas inexperiências, e ignoradas aquelas vazias que só
farão mais fissuras.
Muito obrigada por
participar, RavAlden.
Espero que tenham gostado das entrevistas e aguardem pelas novidades
que a RavAlden vm trazendo em suas novas histórias.





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